quinta-feira, 25 de junho de 2009

:: Os 18 princípios

Os 18 princípios de uma vitoriosa cultura de gestão

01. Um sonho grande e desafiador faz todo mundo remar na mesma direção.
02. O maior ativo da empresa é gente boa, trabalhando em equipe, crescendo na medida de seu talento e sendo recompensada por isso. A remuneração tem que estar alinhada com os interesses dos donos.
03. O lucro é o que atrai investidores, gente boa e oportunidades, mantendo a máquina rodando.
04. Foco é essencial. Não dá para ser ótimo em tudo. É preciso concentrar-se no essencial.
05. Tudo tem que ter um dono, com responsabilidade e autoridade. O debate é bom, mas, no final, alguém tem que decidir.
06. Bom senso é tão bom quanto grandes conhecimentos. O simples é melhor que o complicado.
07. Transparência e fluxo de informações facilitam decisões e minimizam conflitos.
08. Escolher gente melhor do que si mesmo, treiná-las, desafiá-las e mantê-las é a principal tarefa dos administradores.
09. A liderança por exemplo pessoal é vital, tanto nas atitudes heróicas como nos pequenos gestos do dia-a-dia.
10. Sorte é sempre resultado de suor. Tem que trabalhar muito, mas com alegria.
11. As coisas acontecem na operação e no mercado. Tem que gastar sola de sapato.
12. Ser paranóico com custos e despesas, que são as únicas variáveis sob nosso controle, ajuda a garantir a sobrevivência no longo prazo.
13. A insatisfação permanente, a urgência e a complacência zero garantem a vantagem competitiva duradoura.
14. A inovação que agrega valor é útil, mas copiar o que já funciona bem é normalmente mais prático.
15. A discrição corporativa e pessoal só ajuda. Aparecer, só com objetivo concreto.
16. Aperfeiçoamento, melhora e educação são esforços constantes e devem integrar nossa rotina.

17. Nome, reputação e marcas são ativos valiosíssimos que se constroem em décadas e se perdem em dias.
18. Malandragens e espertezas destroem uma empresa por dentro. A ética compensa no longo prazo.

Jorge Paulo Lemann

segunda-feira, 15 de junho de 2009

:: As castas na Índia


O sistema de castas (Varna) indiano é dividido de acordo com a estrutura do corpo de Brahma. As quatro principais castas são:

• A boca (Brâmanes) representa os sacerdotes, filósofos e professores;
• Os braços (Xátrias) são os militares e os governantes;
• As pernas (Vaixás) são os comerciantes e os agricultores;
• Os pés (Sudras) são os artesãos, os operários e os camponeses.


Representação das quatro principais castas do hinduísmo em torno do deus Ganesha.
A "poeira sob os pés" não foram originados do corpo de Brahma, por isso não pertencem às castas, mas tem um nome: são os Dalit ou párias, chamados de intocáveis (a quem Mahatma Gandhi deu o nome de Harijan, "filhos de Deus"). Os Dalit são constituídos por aqueles (e seus descendentes) que violaram os códigos das castas a que inicialmente pertenciam. São considerados impuros e, por isso, ninguém ousa tocar-lhes. Fazem os trabalhos considerados mais desprezíveis: recolha de resíduos, coveiros, talhantes, etc. Na sequência das invasões mongóis da Índia (século XIII), milhões de párias converter-se-iam ao islamismo, uma religião que não os ostracizava. Fora do sistema das castas, também existem os Adivasis (povos tribais) e os Mechhas (estrangeiros).


Inicialmente, as castas teriam surgido ligadas aos guna predominantes nos indivíduos. Assim, aqueles em que sattva predomina são inclinados às actividades espirituais, à filosofia, à literatura, às artes, às ciências e ao conhecimento — sacerdotes, yogis, mestres espirituais (gurus), eremitas, filósofos, astrólogos, cientistas, escritores, historiadores, artistas e poetas (brâmanes). Rajas inclina naturalmente a actividades enérgicas, agressivas, à conquista de coisas (terras, riquezas) e pessoas (domínio dos outros), à aversão à pobreza e à modéstia, à busca da fama e da notoriedade — guerreiros e governantes (xátrias) e comerciantes, proprietários de terras, artistas (vaixás). Tamas inclina à passividade, à inércia, à falta de ambição, à ignorância, ao medo de assumir responsabilidades e riscos, a viver o dia-a-dia em iludido contentamento, em ocupações humildes, repetitivas e cansativas, deixando-se conduzir pelos mais fortes e enérgicos — artesãos, operários, camponeses (sudras).


Ao contrário do igualitarismo islâmico, o hinduísmo tem uma concepção social que se expressa nesse sistema de castas, adotado no tempo das invasões arianas (cerca de 1.500 - 2.000 a. C.). As castas, segundo eles, nada mais são do que partes diferenciadas de um corpo divino. Na Índia, antes da independência, elas somavam umas 3 mil, resultantes das subdivisões das quatro castas "clássicas": os Brâmanes (sacerdotes), os Xátrias (guerreiros), os Vaixás (comerciantes) e os Sudras (camponeses e artesãos).

Não há salvação individual (moksha) na medida em que a pessoa só é entendida como pertencente a uma casta a quem ela deve fidelidade absoluta. Se por acaso infringir as normas da sua casta, o indivíduo é expulso, tornando-se um pária (pariyan) ou intocável (harijans ou dalits). É generalizada entre os hindus a crença na reencarnação, no eterno retorno das almas à vida (palingenesia para os gregos antigos) que podem ser acolhidas inclusive em animais. Tem como ideal a seguir os ashrama, as quatro etapas da vida, onde o homem, depois de estudar, casar-se, trabalhar e constituir família, renuncia à vida mundana e se dedica inteiramente à busca da moksha iluminação, através do yoga (meditação e a outras práticas espirituais), vivendo como eterno peregrino, em reclusão na floresta ou nas montanhas, sobrevivendo à custa de esmolas e oferendas de comida, que lhe estão culturalmente asseguradas pelo resto da população.

Apesar do sistema de castas ter sido rejeitado pela Constituição Indiana de 1950 (devido à pressão de políticos ocidentalizados), ele continua a fazer parte da cultura da Índia moderna. Actualmente, no hinduísmo, existem mais de 3.000 sub-castas não-oficiais.

Há pensadores, como o indologista Alain Daniélou, que consideram o sistema das castas como social e culturalmente válido e justificável no contexto indiano, uma forma muito eficaz de preservar certas sub-raças, subculturas e certas profissões transmitidas geracionalmente, sendo as recentes tentativas de o destruir um verdadeiro caso de etnocentrismo, um genocídio cultural da sociedade indiana, levado a cabo pelas potências ocidentais neocolonialistas.
Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 9 de junho de 2009

:: Erros de comunicação

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:: O Princípio 90-10


Que princípio é este?

Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você. O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.. Como? Com sua reação.

Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.

Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa.. E tem prosseguimento uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado.

Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.

Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã. Pense: por quê seu dia foi péssimo?

A) por causa do café?
B ) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?

A resposta correta é a E. Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 min. foi o que deixou seu dia ruim.

O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.

Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.

Aqui temos um ex. de como aplicar o Princípio 90/10. Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.

Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros.Estressar-se só piora as coisas.

Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.

Pode mudar a sua vida!

Stephen Covey

quarta-feira, 13 de maio de 2009

:: I have owned Yorkshire

Comentários:
Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados por um adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do animal e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e oferecer-lhe um pedaço da sua bolacha, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. É neste aspecto da vida e da morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, pois a criança aprende a lidar com a perda e com a dor.

A escolha e decisão:
Quero passar essa experiência, que decidimos adotar uma filhote como nosso animal de estimação. Procuramos por inúmeras raças, que pudessem suportar a vida em locais pequenos, e decidimos escolher pela raça Yorkshire Therrier por ser uma raça de pequeno porte e de boa companhia.


Buscamos inúmeros criadouros especialistas na raça para visitar e encontramos a nossa fêmea ideal.

Cuidados e acompanhemento:
Após grande busca e negociar bastante, adotamos a fêmea micro da raça Yorkshire que agora chamamos de "Lara", que no momento da adoção estava com 52 dias e 400 gramas.
Maurício Fonseca

sábado, 9 de maio de 2009

:: Ninguém é insubstituível

Sala de reunião de uma multinacional o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível” . A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? – o CEO encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato?Faria Lima ? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Airton Senna? Michael Jackson?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar “seus gaps”.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranoico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se você ainda está focado em “melhorar as fraquezas” de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande.

E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos.

Celia Spangher

domingo, 26 de abril de 2009

:: Project Management Professional (PMP®)

Missão Cumprida:

Neste último final de semana (25 de Abril de 2009) eu fiz o exame do PMI e me tornei um PMP. Todos aqueles que já passaram neste exame sabem o que agora sinto. Depois de 7 (sete) meses de estudos, algumas noites em branco, finais de semanas comprometidos, feriados não aproveitados, sempre focado na grande meta, que agora me habilita e comprova internacionalmente que estou apto a utilizar as boas práticas de gestão de projetos baseadas no PMBok.

A preparação para a vitória

1 - Inicio:

Após uma pesquisa de mercado que a cada dia buscam mais profissionais que possuem ou seguem as melhores práticas do mercado, observei a grande procura por profissionais que possuíam a certificação de PMP.

Pesquisei informações sobre o processo de certificação, e procurei cursos preparatórios para iniciar a minha preparação ao exame.

2 - Planejamento:

No curso preparatório recebi dicas e informações sobre os materiais de estudos, fóruns, listas de discussões, ou seja, todos os recursos necessários para estudo, mas me concentrei nos livros: The PMBOK® Guide, Third Edition; PMP Exam Prep - Rita Mulcahy;Project Management Professional Study Guide - Kim Heldman.

Fiz meu cadastro no site http://www.pmi.org/ para criar meu application, e receber a autorização para marcar o meu exame na prometric http://www.prometric.com/.

3 - Execução:

Após a leitura dos três livros, realizei um teste (Super PMP) usando o PM FAST TRACK da Rita Mulcahy, e após o resultado criei meu plano de estudo e marcando minha prova para 6 meses a frente. Fiz a leitura dos três livros, realizando simulados, e até criei um plano de contole dos resultados em Excel e programei estudos todas as noites durante 3hs e aos finais de semana 6hs, anotando meu desempenho e cada simulado.

4 - Revisão:

Durante os 6 meses, estudei, fiz anotações, realizei simulados, e dentro do meu plano de estudo que a meta era atingir 85% de media total de aproveitamento nos simulados realizados. Aqueles simulados que ficava abaixo do percentual esperado, eu anotava as duvidas e questões onde não entendia as opções ou o contexto e voltava para os livros para aprimorar meu conhecimento.

Após chegar a uma média geral de 88,3%. Enfim estava preparado para realizar o teste e ainda tinha 4 dias antes do exame.

5 - Grand Final:


Com o cumprimento de meu plano de preparação e atingindo a qualidade esperada. Tive 4 dias para organizar minha ansiedade. Na noite anterior a prova tentei me concentrar em outras atividades, assistindo programações na TV, lendo assuntos não ligados ao exame, e tendo uma boa noite de sono.

Ao chegar no local do exame com uma hora de antecedência, foram conferidos meus documentos, e deixei meus pertences no armário, e na hora marcada para o exame, eu sentei na minha cabine e inicie a prova dividindo meu tempo em uma média de 50 questões por hora. Com total concentração fui marcando as questões que eu tinha dúvida, e quando cheguei na questão de nº200, faltavam 22min e 13 questões (sendo 10 questões para revisão e 3 incompletas), e falando 9 segundos para o términio das 4hs cliquei em finalizar o teste. Neste momento o coração pulsava, as mãos transpiravam e os olhos atentos ao monitor que mostrava uma tela branca que durou uma eternidade esperavam o momento final , quando enfim a tela que muitos esperam no final de todo exame apareceu CONGRATULATIONS.

Agora com muito esforço sou mais um PMP no mercado!

Maurício Fonseca, PMP